sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ENTREGA DO PRÉMIO AO VENCEDOR DO CONCURSO DE MINI-ENSAIO DE FILOSOFIA 2011/2012 - Filosofia e o Sentido da Vida


Dia 15 de Novembro, às 17 horas no anfiteatro (Bloco C).

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Nêspera
Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece
in Novos Contos do Gin
       

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

GRANDES GRANDES QUESTÕES




Será possível sermos felizes ao pensar meramente na felicidade pessoal? Subjetiva?
“Quero apenas viver a vida, ficar fechado neste meu prazer do momento…é isto que é a felicidade”.
A felicidade assim definida é tentadora. Tem uma designação em Filosofia. Chama-se hedonismo. A questão está em saber se é suficiente para dar sentido à nossa vida.
A felicidade subjetiva é suficiente para dar sentido à vida?

A maioria das pessoas não seria capaz de encontrar a felicidade ao decidir deliberadamente gozar a vida sem se preocupar com ninguém nem coisa alguma. Os prazeres assim obtidos pareceriam vazios e em pouco tempo tornar-se-iam insípidos. Procuramos um sentido para a vida que vá para além do prazer pessoal e sentimo-nos realizados e felizes quando fazemos as coisas que consideramos plenas de sentido. Se a nossa vida não tiver sentido algum além da nossa própria felicidade, é provável que, ao conseguirmos aquilo que julgamos necessário para essa felicidade, constatemos que a própria felicidade continua a escapar-nos.
Tem-se dado o nome de «paradoxo do hedonismo» ao facto de as pessoas que procuram a felicidade pela felicidade quase nunca a conseguirem encontrar, ao passo que outras a encontram numa busca de objectivos totalmente diferentes. Não se trata, por certo, de um paradoxo lógico, mas de uma tese sobre o modo pelo qual chegamos a ser felizes.
Peter Singer, Ética Prática


Vejamos o que nos diz, Steve Jobs…………………

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O SENTIDO DA VIDA II - O discurso de Steve Jobs

A vida tem sentido?

Investigação Φ Filosófica: vol. 1, n. 1, artigo digital 3, 2010.

A vida tem sentido?

Rodrigo Alexandre de Figueiredo
PPGLM / Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo: Neste ensaio pretendo responder a questão proposta inicialmente de maneira afirmativa. Para isso, tenho que mostrar que a questão “a vida tem sentido?” é ambígua, e que em pelo menos em uma das duas acepções possíveis podemos respondê-la afirmativamente. Em seguida, mostrarei exemplos de vidas que consideraríamos dotadas de sentido e de vidas que são destituídas de sentido. Procurarei, ainda, ao longo do texto explicitar as condições que uma vida deve satisfazer para que a consideremos uma vida com sentido.

Palavras-Chave: Metafísica. Teoria do Valor. Sentido da Vida.

A Questão

A questão “a vida tem sentido?”, à primeira vista, parece que só pode ser respondida afirmativamente se houver um Deus teísta[1], que criou a natureza com um propósito, o qual toda ela tem que cumprir. A existência de Deus parece sugerir que todas as vidas são dotadas de sentido; a natureza não é um mero acaso, ela existe para que existam os humanos. Com Deus, seja a vida de seres humanos, seja a vida de animais, de plantas, todas elas parecem, de algum modo, ser dotadas de sentido. Até mesmo os entes inorgânicos teriam de algum modo sentido, mesmo que um sentido meramente instrumental, sem ser um fim em si mesmo.

É algo bastante difícil definir em pormenores o que seria esse propósito de Deus capaz de dotar as nossas vidas de sentido. Porém podemos defini-lo em linhas gerais: o propósito parece ser o porquê da existência do universo e de suas criaturas, ou ainda, qual a finalidade dessa existência. Ficamos, é claro, sem saber a fundo o que realmente é esta finalidade dada ao universo. Mas ainda sim, podemos concordar que para as vidas terem sentido de forma universal, ou seja, a vida não ser um mero acaso no universo, precisamos estar conectados com algo como esse propósito do Deus teísta. Estamos aqui olhando a vida panoramicamente, do ponto de vista do universo; e desse ponto de vista, sem este ser criador de todas as coisas, que fez de cada rincão do universo um meio para sua obra, nossas vidas parecem não ter sentido, pois são mero fruto do acaso. Assim, se encaramos a vida desse ponto de vista, somente um Deus com um propósito como tal parece poder dotar nossas vidas de sentido.

Mas uma posição como esta enfrenta alguns problemas. Por exemplo, se a partir da existência de Deus, tudo se dotará de sentido objetivamente, teríamos que admitir, então, que mesmo um ser humano que tenha causado o mal a outros humanos poderia estar cumprindo os propósitos de Deus e sua vida de algum modo teria sentido. Tal pessoa parece estar contribuindo para a finalidade visada por Deus para o universo. Não entrarei aqui nas questões acerca da existência de Deus e como compatibilizar os atributos de Dele com a noção de propósito. Quero apenas notar que não é uma questão fácil de ser resolvida.

Mas a questão “a vida tem sentido?” pode ser pensada de uma maneira a se tornar mais próxima de nós, enquanto meramente humanos, frutos de um acaso ou não. Podemos entender a questão de um ponto de vista no qual independente de um propósito de Deus, ainda assim a vida pode ter sentido. Ao perguntarmos “há algo no seio da própria vida capaz de dotá-la de sentido?”, queremos saber se uma vida a partir do ponto de vista humano pode ter sentido objetivamente, se há vidas mais significativas do que outras, e ainda, o porquê de uma vida ser mais significativa do que outra. A questão acerca do sentido da vida pensada dessa forma, sem recorrer a uma entidade sobrenatural, parece intuitivamente mais aceitável, uma vez que ela dá conta do fato de haver vidas que consideraríamos com sentido e vidas que consideraríamos sem sentido, o que veremos adiante.

Argumento aqui que uma vida vista do ponto de vista terreno pode ter sentido objetivo. Atendo-me nesta segunda acepção da questão acerca do sentido a vida, tentarei dar uma resposta positiva, mostrando que uma vida pode ter sentido se as atividades que uma pessoa desenvolve na vida são atividades de valor. (…)


 Investigação Φ Filosófica: vol. 1, n. 1, artigo digital 3, 2010.


[1] A noção de Deus apresentada neste ensaio é uma noção, senão completamente, em grande parte judaico-cristã.

domingo, 13 de novembro de 2011

O SENTIDO DA VIDA I

MAIS UM TIJOLO NO MURO...

We don't need no education
We dont need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave us kids alone
Hey! Teachers! Leave us kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.